​​Aprendendo a ensinar na prática

Exige-se uma concepção mais ampla da prática, cujo foco da reflexão está na significação e ressignificação dos conteúdos dessa prática, tanto na escola de formação, como nas escolas campo de estágio, aqui chamadas de “colégio de aplicação”.

Aliada à esta prática de sala de aula, temos a prática contextualizada (narrativas orais e escritas de professores, produções dos alunos, situações simuladas, estudos de caso, uso de tecnologias da informação e das comunicações). Estas práticas devem constituir-se em conteúdos a serem trabalhados pela equipe de formadores e não mais apenas por um único professor “supervisor de estágio”.

Esta concepção decorre do desempenho individual associado ao trabalho coletivo, prevendo situações didáticas nas quais os professores façam uso dos conhecimentos que aprenderam e, concomitantemente, mobilizem outros.

Dentro deste princípio metodológico temos a ação-reflexão-ação que pretende apontar a resolução de situações-problema como uma das estratégias didáticas privilegiadas, fazendo com que os conteúdos sejam contextualizados.

O estágio curricular, de caráter obrigatório, deve promover aos alunos experiência de exercício profissional, de modo a ampliar e fortalecer atitudes éticas, conhecimentos e competências:

  • Na Educação Infantil e Ensino Fundamental (anos iniciais), prioritariamente;
  • Na Educação de Jovens e Adultos;
  • Nas Atividades de gestão, planejamento, implementação, coordenação, acompanhamentos e avaliação de atividades e projetos educativos;
  • Em reuniões pedagógicas.

Acreditamos na implementação de um projeto de estágio planejado, executado e avaliado em total parceria entre a FACULDADE PROF. WLADEMIR DOS SANTOS e os colégios de aplicação.

Dentro do espaço de supervisão será promovida a articulação dos diferentes conteúdos da formação numa perspectiva transdisciplinar da atuação do professor, contemplando a complexidade e a singularidade da prática diante dos recursos teóricos, tecnológicos e experienciais existentes. Porém, não podemos deixar de valorizar os conteúdos próprios da supervisão: “os procedimentos de observação e reflexão para compreender e atuar em situações contextualizadas, tais como o registro de observações realizadas e a resolução de situações-problema características do cotidiano profissional” (Proposta de Diretrizes para a Formação Inicial de Professores-MEC).

Os alunos devem realizar o que chamamos de “residência docente”. A residência docente consiste em atividade supervisionada, tutelada e remunerada que instrumentaliza e qualifica o aprendiz de professor para o mercado de trabalho.

O programa de residência docente inclui atividades de assistência e colaboração em aulas e tarefas didáticas, de participação em cursos, oficinas e grupos de estudo e de vivência em diferentes setores do colégio de aplicação. Ao término do período, os alunos-residentes deverão elaborar o trabalho de conclusão de curso.

Os docentes do colégio de aplicação que atuarem nas funções de Professor Supervisor e Coordenador de Área serão responsáveis pelo planejamento das atividades, acompanhamento e supervisão dos alunos-residentes, colaboração na realização de cursos, oficinas e/ou palestras e avaliação do desempenho dos alunos-residentes e de seus trabalhos. A participação dos docentes, atendendo aos critérios estipulados no programa, dará direito a uma declaração referente às atividades exercidas.


​São objetivos do Programa Residência Docente no curso de Pedagogia:

  1. Validar o impacto da oferta de uma proposta inovadora para a formação inicial de professores;
  2. Oportunizar o compartilhamento, mediante imersão no cotidiano do Colégio de Aplicação, a vivência educacional da instituição, oferecendo ao futuro professor formação contextualizada em questões de ensino e aprendizagem da área ou disciplina e em aspectos da vida escolar;
  3. Propor aos alunos-residentes uma vivência profissional orientada que propiciará o acompanhamento de ações pedagógicas, o desenvolvimento da autonomia na produção e na aplicação de estratégias didáticas, a internalização de preceitos e normas éticas e o estímulo à reflexão crítica a respeito da ação docente;
  4. Promover e fomentar a articulação do colégio de aplicação – lócus de exercício profissional – com a faculdade – lócus de formação acadêmica.